(POR FAVOR, TERMINE DE LER O TEXTO!)
Esse texto é voltado para as meninas que estão por aí, procurando sua alma gêmea, e com o excesso de pressão para que os homossexuais fiquem dentro do armário no Brasil de hoje, têm internamente receio de estar sendo enganada por um pseudo-hetero.
Fiquem atentas aos sinais:
Se seu parceiro gosta de sapatos tanto quanto você ou ainda mais que você.
Pode ser um sinal. Forte. Mas não é conclusivo, que ele pode ser só um podólatra e não há nada de errado em achar um sapato de salto alto feminino bonito. E sexy.
Se seu parceiro se preocupa mais com o próprio corpo do que você.
O culto ao corpo masculino é um indício forte de homossexualidade, que tem como ícone-mor o deus David Beckham. O mercado hoje disponibiliza outros deuses e semi deuses, como o ator que interpretou Thor (que é um deus mitológico) e Cristiano Ronaldo. Mas devemos ter o bom senso de admirar o excesso de fotos descamisadas e a utilização de cera quente em todos (todos) os pelos do corpo como um cuidado a mais com a própria estética. Não há nada de errado em querer ser atraente e a gente nunca sabe os traumas sofridos: e se seu parceiro foi uma criança obesa que sofria bullying? É um indício, mas não é conclusivo. Heteros também podem usar cremes hidrantes e condicionador sem sal. E fazer as unhas.
Se seu parceiro sabe identificar a marca da tua bolsa e a coleção da qual ela é proveniente.
Assim… Isso é um dom de poucos, há que se dizer. Normalmente é um talento desenvolvido em mulheres finas (ou seu superlativo degenerado, as peruas e seus amigos gays cabeleireiros). Coisa de classe média que se crê e vai pra Nova Iorque pra comprar Victoria’s Secret, e não pra interagir com a cultura local. Fortemente preocupante. Mas não é conclusivo. Um homem elegante e que sabe dar valor às grifes é um ótimo companheiro. Sem falar que sabe presentear e não vai ficar te atazanando quando você estourar teu cartão de crédito na Victor Hugo. Ele te entende.
Se seu parceiro tem toda a discografia da Madonna, acha a Lady Gaga uma fraude (ou um refresh) e na adolescência tinha pôster do Backstreet Boys e do Leonardo diCaprio.
A gente também não precisa ficar xiita com essa coisa, néam? Que há de mal em gostar de Madonna? E os pôsteres podiam ser da irmã, ou da prima – aquela de quinto grau que vivia no sítio… Tá, eu sei… é fortíssimo, mas ainda assim, inconclusivo.
Se ele gosta de poesia.
Gostar de poesia e citar Vinicius de Moraes de cabeça é positivo. Vinicius – o poetinha – era um amante das mulheres, desses que a sensibilidade era de um extremo que ninguém ousava duvidar. Não duvide você também. Ser sensível não quer dizer ser gay.
Se a voz dele soa fina demais, algo como em falsete.
Claro que uma voz grossa e viril como a do Sean Connery faz diferença. Mas nem todo mundo nasceu pra ser 007. Tenha tolerância. Se for insuportável a voz de pato do rapaz, um fonoaudiólogo resolve isso. Voz não determina sexualidade, que fique claro. Nível baixo de suspeita.
Se o moço sabe dar mais nós na echarpe que você.
Echarpes são elegantes, oras. Você pode inclusive tirar proveito disso e aprender alguns nós. Nível médio de suspeita, mas ainda assim, não conclusivo.
Se ele prefere drinks a cerveja. E quando fundamenta, diz que cerveja é muito amarga.
Sei que é difícil de engolir essa. O macho alfa viril e padrão bebe cerveja, idolatra cerveja e tem barriga de cerveja pra apoiar a cerveja. Mas nunca se esqueçam que 007 bebe Dry Martini. Chacoalhado, não mexido. A teoria cai vencida como um agente da KGB, já que o maior macho alfa viril de todos os tempos não bebe cerveja.
O que quero dizer, minhas amigas, é que a única forma eficiente de saber se um cara é gay é se ele sentir atração sexual por homens (George Clooney não vale), e só homens. Do mais, é ficar tranquila. Se o moço te faz bem e está bem resolvido com ele mesmo, só restam estigmas. Não há mão quebrada ou Celine Dion que façam um homem gay. Não deixe seu preconceito machista transformar estereótipos em verdades. A verdade nossa é a gente que cria.







